Artigo: Dark Fantasy

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Salve De Mentes!

Hoje o Tio Dio trás um assunto que vai fazer até mesmo o paladino mais devoto ficar de cabelos em pé! Preparem suas almas e esqueçam seus deuses, pois os caminhos obscuros do Dark Fantasy estão chegando aqui no Crônicas de Mentes!

Muita gente tem a falsa ideia de que este gênero nada mais é do que uma simples mistura entre a Ficção Fantástica e o Horror, ou seja, acreditam que basta colocar um caramunhão na sua mesa de D&D e já estão jogando Dark Fantasy! Como bons mestres do terror com diplomas da Miskatonic University, vamos esclarecer algumas coisas:

De onde surgiu o Dark Fantasy?
Sua origem é atribuída à escritora norte-americana Gertrude Barrows Bennett (1883 – 1948), considerada a primeira grande escritora de Fantasia e Ficção Científica do país e que foi aclamada durante o começo do século XX pela qualidade de suas obras. Uma curiosidade é que suas publicações eram assinadas com o pseudônimo de Francis Stevens, já que a aceitação feminina na literatura no século passado não era das melhores. Muitos de seus trabalhos foram impressos na revista The Argosy, a primeira revista pulp que se tem notícia (ou você realmente achou que só existia a Weird Tales que eu comentei no artigo anterior?). A mulher escrevia tão bem que foi fonte de inspiração e elogios por parte de H.P Lovecraft, graças ao seu romance Claimed (que em tradução livre quer dizer “Reivindicado”). Segue uma breve sinopse:

“Tudo começa quando um misterioso artefato é descoberto em uma ilha nunca antes visitada – uma caixa verde com inscrições indecifráveis – que após ser retirada de seu esconderijo ocorre uma erupção vulcânica submarina que quase condena o barco dos recuperadores de tal artefato. Uma vez de volta a civilização, a caixa é comprada por um velho milionário que logo se arrepende do negócio, pois pesadelos e horríveis aparições do mar atormentam as noites do homem”.

Muitos outros autores também tiveram suas obras classificadas como Dark Fantasy, como por exemplo: Karl Edward Wagner (criador de Kane), Robert E. Howard (Conan, O Bárbaro), Michael Moorcock (Elric de Melniboné) e até mesmo Neil Gaiman (Sandman).

Quais são as características do Dark Fantasy?
Diferente da Ficção Fantástica Clássica, o Dark Fantasy não está preocupado com heroísmo, códigos morais ou histórias épicas. Mesmo que tais elementos surjam durante a narrativa, serão quase sempre colocados em segundo plano ou distorcidos. Este gênero tem um apelo estético muito maior em relação à atmosfera que o compõe. Existe algo sobrenatural/mágico em seu cenário mas isso não quer dizer que seja bom, muito pelo contrário, a “Fantasia” aqui é maligna, incompreensível, dúbia e geralmente mortal.

Os protagonistas das histórias Dark Fantasy são anti-heróis ou até mesmo vilões (contar a história do ponto de vista de um monstro já é um modelo bastante conhecido pelos jogadores de Mundo das Trevas/Crônicas das Trevas). São comumente motivados pela ganância, vingança ou pelo simples desejo de sobreviver a um mundo inóspito e condenado.

Os cenários Dark Fantasy são de opressão, calamidade, destruição, desespero e falta de esperança. Há algo grande, perigoso e cruel que domina este mundo, e lutar contra isso é suicídio. (Sabe aquele Dragão Vermelho que domina a região e o grupo de heróis o vence no final da campanha? Numa aventura Dark Fantasy os personagens desejam nunca encontrar o Dragão, pois sabem que não podem vencer, ou seja, eles nunca irão de boa vontade enfrentar a criatura, a não ser que exista uma razão egoísta, intimista e indispensável que os obrigue a isso).

E os RPGs Dark Fantasy? Cadê?
Vamos a listinha básica:

Dark Sun (D&D) Um mundo que se tornou um deserto inóspito graças ao uso incontrolável da magia que tem como combustível a energia vital de todas as coisas viventes. Dominado pelos Reis-Feiticeiros, seres de poder incomparável que nos primórdios das Eras caçaram e extinguiram quase todas as raças não-humanas do mundo, e tendo como principal vilão Boris, O Dragão de Athas, um Rei-Feiticeiro que exige de cada cidade 1000 escravos para serem sacrificados por ano, e não se engane, este é um mal necessário, pois tais sacrifícios são indispensáveis para um ritual que prende um Mal ainda pior.

Ravenloft (D&D) – Explorando o melhor do estilo gótico e do terror, Ravenloft tem todo o clima dos livros vitorianos de Bram Stoker, onde tudo se passa em uma dimensão de bolso chamada de “Demiplane of Dread”. Dividido em domínios controlados pelos Darklords, criaturas submissas ao Dark Power, uma energia malévola que permeia todo o plano e que ninguém tem certeza de sua natureza exata. Neste cenário, ao contrário do D&D clássico, os personagens não tem a menor chance de enfrentar um Darklord e prevalecerem. Mas este não é todo o charme que faz Ravenloft ser aclamado como um dos melhores cenários de RPG. Os antagonistas possuem motivações pessoais e geralmente são tão vítimas do Dark Power quanto os protagonistas. Temos como exemplo Strahd von Zarovich, Dark Lord vampiro de Barovia, que tenta a todo custo ter sua amada de volta, mas que está condenado ao fracasso e a nunca perder as esperanças de vitória, tudo uma manipulação sutil do Dark Power que o prende nesse ciclo vicioso e eterno.

Symbaroum – Este RPG sueco fantástico foi lançado recentemente, e em breve estará chegando aqui no Brasil graças a Editora Pensamento Coletivo. Symbaroum é o nome de uma antiga civilização bárbara extinta que habitava as profundezas da floresta de Davokar. Tal floresta sombria e cheia de mistérios jamais deveria ser perturbada. Os guardiões mantinham a paz e o equilíbrio no lugar, expulsando ou matando violentamente qualquer um que ameaçasse o acordo feito há gerações, e onde até mesmo bárbaros e elfos se comprometiam a não explorar a floresta de forma excessiva. Tudo muda quando uma rainha desesperada lidera seu povo em direção ao norte, fugindo da guerra e da magia negra que destruiu seu lar e instalando-se nas ruínas da antiga cidade Symbaroum. Ali fixou seu novo reino, que com o tempo começou a explorar a floresta de Davokar de forma desmedida em busca de recursos naturais e invadindo ruínas, procurando por tesouros perdidos. Tais atitudes despertaram um antigo mal que habita no coração negro da floresta, um mal tão grande que outrora foi capaz de extinguir a civilização Symbaroum. Neste jogo os personagens poderão escolher vários caminhos: ajudar a rainha a fixar seu novo reino, unirem-se aos bárbaros em busca da compreensão e preservação do equilíbrio e dos mistérios de Davokar, ou perseguir seus desejos gananciosos por glória e riquezas, enfrentando as consequências de desafiar os antigos poderes sombrios que ali habitam.

Shadow of the Demon Lord – Este RPG foi criado pelo Design-Chefe do D&D 5E, Robert J. Schwalb, e assim como Symbaroum, também será lançado por aqui pela Editora Pensamento Coletivo (como não amar essa editora né gente?). Os personagens são jogados em um cenário a beira do apocalipse, onde as portas do Submundo já não existem mais, e reinos inteiros são tomados pelas hordas de espíritos demoníacos que cometem atrocidades atrás de atrocidades, preparando a chegada do destruidor cósmico: O Demon Lord. Em um cenário desesperador como este, onde a sobrevivência vem acima de qualquer ato de benevolência com o próximo, qualquer um com coragem suficiente para enfrentar a escuridão é encaro como herói.

Existem muitos outros RPGs Dark Fantasy por ai, como Conan, Warhammer, Vampiro: A Idade das Trevas, Dragon Age, etc; estão que tal explorar um mundo fantástico e sombrio, com personagens ambíguos tendo que lidar com um mal maior do que conseguem suportar, seja criaturas terríveis ou suas próprias escolhas egoístas?

Para ajudar a entender um pouco mais sobre isso, fica aqui a pequena listinha de jogos digitais com a temática Dark Fantasy: Diablo, The Witcher, Dark Souls, Demon Souls, Bloodborne, Castlevania: Lord of Shadow, Dante’s Inferno, Darkest Dungeon e Legacy of Kain: Soul Reaver.

Temos ainda AMNÉSIA uma crônica de 2 episódios que rolamos em um cenário próprio de dark fantasy. Segue abaixo os links:
AMNÉSIA Episódio 1
AMNÉSIA Episódio 2 FINAL 

Gostou desse gênero? Compartilhe conosco suas experiências ou dúvidas e não deixe de compartilhar a palavra. Um abraço de Mente e até o próximo artigo.

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3 comentários sobre “Artigo: Dark Fantasy

  1. o Artigo é ótimo, mas falando especificamente sobre o podcast Amnésia:
    A Historia não é ruim, mas o narrador parece que esta lendo um texto que acabou de pegar, e isso deixa o áudio beemmm chato

    Curtir

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